eu sei, eu fico indo e voltando nesse relacionamento que nunca engata, mas também não tem fim. mas eu sempre volto, demoro, mas volto.

ontem, uma pessoa me falou que eu deveria escrever minhas histórias. e, então, eu lembrei que tenho um blog (2 blogs, na verdade) e pensei: “por que não?”. eu odeio que me falem pra fazer alguma coisa, mas quando falam do jeito certo, de um jeito muito específico, enfim, aqui estou eu.

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a quarentena excluiu boa parte das coisas que me faziam bem e, de repente, fui obrigada a conversar todo dia com meus dilemas. aqueles que eu vivia escondendo atrás de uma rotina ensaiada, do meu foco em ir pra academia, do meu curso de ourivesaria, dos meus stories de café, plantas, vela e música.

primeiro, eu fiquei paralisada, não conseguia fazer nada e me angustiava por não estar sendo produtiva. e “sendo produtiva” no sentido de ganhar dinheiro pois capricorniana feelings. de uma hora pra outra, as pessoas acharam formas de rentabilizar a quarentena e eu, aqui, igual uma tonta andando da sala pro quarto. mas a verdade é que eu não queria ganhar dinheiro e também me culpava por isso, cheguei à essa conclusão agora.


depois de me conformar que tudo que eu estava sentindo era “normal”, eu abracei a melancolia e abracei também as pequenas alegrias. a quarentena me obrigou a enxergar e a sentir.

e, então, eu fiquei com vontade de me expressar, transformar esse monte de sentimento confuso em “arte”. pois é, eu tenho mesmo essa coisa maluca de flertar com a arte, de querer transformar o difícil em algo bonito, poético e gostosinho. sei lá, acho que isso é arte né?

e eu ando bem obcecada com a palavra “arte”.

lembrei da fotografia, não que eu tenha me esquecido dela. mas lembrei daquela fotografia que não foi feita apenas para agradar. e eu acho que eu andava tentando agradar demais e sem critério. desapeguei. resgatei aquela fotografia que nem todo mundo vai conseguir sentir, aquela fotografia.







sim, esse foi mais um post sem pé nem cabeça, como vocês já deveriam estar acostumadas.

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